Imposto de Renda

A declaração de Imposto de Renda é uma tarefa anual que, embora possa parecer complicada, é essencial para manter a regularidade fiscal.

Para médicos, existem nuances específicas e particularidades que, quando bem entendidas e gerenciadas, podem resultar em economias significativas e evitar complicações com o fisco.

Neste guia, vamos tirar as suas dúvidas sobre o processo de declaração e esclarecer todas as questões relativas ao Imposto de Renda para médicos.

Portanto, apresentaremos os conceitos fundamentais do Imposto de Renda e suas implicações para os profissionais de saúde.

Discutiremos as diferenças entre declarar como Pessoa Física ou Pessoa Jurídica e ajudaremos a identificar qual é a melhor opção para você.

Detalharemos quais são os rendimentos tributáveis, como declará-los e quais deduções são permitidas, maximizando seu retorno ou minimizando seu pagamento.

Além disso, explicaremos como utilizar o livro-caixa na declaração de seus rendimentos e despesas, uma ferramenta de planejamento tributário valiosa para médicos, entre outros.

Vamos juntos descomplicar o IRPF e garantir que você esteja sempre em dia com o Leão!

IR 2023: saiba quais foram as tendências para os médicos

IR 2023: saiba quais foram as tendências para os médicos

Investimento no exterior, em alta na classe médica, requer um trabalho fiscal pormenorizado

Tendências no IR 2023: Com o fim do prazo de entrega da declaração desse ano, a Receita Federal divulgou que mais de 2 milhões de contribuintes caíram na malha fina. Isso significa que dos 32,4 milhões de documentos transmitidos, 6,45% foram retidos para averiguação.

Ano após ano, esse número só vem aumentando. O Fisco trabalha, historicamente, com a margem de 5% a 7% das declarações caindo na malha fiscal em todos os exercícios. Contudo, se neste ano foram parar na malha 2 milhões de declarações, em 2022 o número foi 1.032.279; e no ano anterior, 869.302 documentos.

E tais estatísticas de aumento de pessoas cujas declarações foram parar na malha fina chamam atenção para alguns obstáculos que rondam a classe médica, em especial, a omissão de rendimentos, em disparada o principal motivo que faz com que as pessoas físicas tenham seus documentos bloqueados.

Primeiro, porque seus ganhos se sobressaem aos da maioria das profissões, e como esses rendimentos são provenientes de múltiplas fontes, é natural que erros e esquecimentos aconteçam. Em segundo lugar, porque nos últimos anos, e em especial neste de 2023, houve um aumento exponencial de profissionais da área que, preocupados com as turbulências do país ocasionadas por motivos políticos e econômicos, entre eles inflação e restrição de acesso a crédito, passaram a investir dinheiro no exterior.

E, neste aspecto, as tendências no IR 2023 foram várias: ações de empresas estrangeiras na bolsa de valores, ETFs, BDRs, criptomoedas, imóveis… Não importa. Independentemente do tipo de ganho proveniente de investimento no exterior, o que importa é que há a necessidade de pagar imposto.

E engana-se quem pensa que os valores só devem ser declarados na temporada de declaração. Pelo contrário: em se tratando de análise de demonstrações financeiras e fiscais, esse é um trabalho que demanda atenção e cuidado todos os dias.

No caso dos investimentos dos médicos brasileiros no exterior, os tributos devem ser declarados, porque quando um investidor opera fora do país, é regra que ele informe essa situação à Receita Federal. E esse procedimento se dá via Carnê Leão. Neste caso, todos os dividendos recebidos, mesmo que esse dinheiro se mantenha no exterior, devem ser informados via PTAX, que é a taxa de câmbio calculada durante o dia pelo Banco Central do Brasil, referente ao período.

Ademais, outro dado imprescindível que é passível de declaração é o valor do imposto retido sobre o dividendo pago – para que não ocorra a bitributação desse rendimento, aqui no Brasil.

GCAP

Outra coisa: no caso dos investimentos em outros países, existe a apuração via GCAP, que ocorre quando o bem é negociado em uma bolsa de valores estrangeira.

Para não incorrer em erro, é primordial saber ao certo qual é o tipo de investimento que o médico possui. Por exemplo: se for dinheiro de criptomoeda, stock (ações negociadas na Bolsa de Valores dos EUA) ou ETF, é aconselhável fazer a apuração do tributo sobre a negociação, já que provavelmente o imposto foi pago no exterior. Mas, se for uma BDR, não há essa necessidade.

Em suma, é importante, para o médico, ter catalogado seus ganhos de capital. E se for o caso, no máximo até o mês seguinte à venda do ativo, fazer a descrição GCAP, que é o Programa da Receita Federal de Ganhos de Capital que consiste em uma solução usada para recolhimento do Imposto de Renda incidente sobre o ganho de capital obtido com a venda de bens. Com ela, na temporada de entrega do IRPF, no ano-calendário seguinte, o médico investidor importará os dados para a declaração. Mas, se isso não foi feito, ele correrá o risco de ter sua declaração retida em malha.

Como tudo na Receita Federal, há uma tabela progressiva para uma quantidade específica de lucros, e com dinheiro aplicado no exterior isso não seria diferente. Funciona assim: quanto maior o ganho de capital, maior é o percentual. Vejamos como essas alíquotas recaem sobre os ganhos hoje:

Lucro Alíquota
Abaixo de R$ 5 milhões  15%
Entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões  17,5% 
Entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões  20%
Acima de R$ 30 milhões  22,5% 

Dessa forma, devido à complexidade de manter todas as informações reunidas e organizadas sobre bens ou ações no exterior; e em razão do intricamento de todo o Imposto de Renda mensal e anual, por meio da declaração, o mais indicado é que os médicos contem com uma contabilidade expert tanto em tributação quanto na área médica.

Desfrutando de um especialista no assunto e de plataformas feitas sob medida para facilitar a visualização dos dados, além de ter alguém que planeje os processos fiscais e financeiros, o profissional da saúde terá melhor controle e análise sobre tudo que envolve seu trabalho e, por consequência, seu dinheiro.

O resultado será mais economia e sustentabilidade para o seu negócio, garantindo resultados financeiros satisfatórios a cada ciclo, tudo isso sem ter de atentar contra as legislações vigentes.

Para quem decidiu pela medicina como propósito de vida, conceder as prerrogativas contábeis a especialistas em contabilidade médica é abrandar de si mesmo a obrigação de lidar com atividades não relacionadas ao seu segmento de formação. A consequência é uma melhor devoção aos pacientes atendidos, aos estudos de desenvolvimento profissional e à promoção dos serviços prestados. A saúde agradece!

Saiba mais em: mitfokus.com.br.

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Imposto de Renda: 3 motivos para contratar uma contabilidade médica

Imposto de Renda: 3 motivos para contratar uma contabilidade médica

Contar com empresa especializada é um dos caminhos mais assertivos para o médico ganhar tempo e não cair na malha fina

O prazo para o envio da declaração do imposto de renda está encurtando. Até o dia 31 de maio, as pessoas físicas residentes no Brasil são obrigadas a declarar, desde que no ano passado a soma dos rendimentos tributáveis tenha sido maior do que R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis. Se você ainda se sente perdido, conheça três motivos para contratar uma empresa especializada na área médica para cuidar da sua declaração de imposto de renda (IR).

Otimiza o tempo

Quando se trata de profissionais médicos, levamos em consideração que os seus rendimentos são provenientes de diversas fontes. Podem ser de consultas particulares, atendimentos por convênios médicos, participação em sociedades médicas, entre outras formas.

Além dos ganhos, os profissionais precisam se preocupar com despesas específicas associadas ao exercício da profissão, como aluguel de consultório, aquisição de equipamentos e materiais, entre outros.

Neste sentido, o especialista indicará o que é exigido em cada passo da declaração, ajudando a lidar com a complexidade do sistema tributário e, assim, será possível preencher tudo da forma mais adequada e em conformidade com todas as leis e regulamentações fiscais.

Mais segurança

Qual a melhor declaração para você: simples ou completa? Esta é uma das diversas questões que podem surgir na hora de preparar a declaração. Então, contar com a expertise de uma contabilidade médica, nos mínimos detalhes, faz toda a diferença, uma vez que o médico tem uma série de particularidades em sua rotina financeira, como a necessidade de lidar com diferentes fontes de renda e despesas específicas da profissão.

Um especialista em IR pode ajudar o médico a otimizar sua declaração de imposto, identificar deduções legais, entender melhor como as leis fiscais se aplicam à sua profissão e evitar problemas com o Fisco.

São mais esclarecidos

Um especialista pode fornecer orientações sobre questões tributárias específicas para a profissão médica, ajudar na organização dos documentos necessários para a declaração de imposto de renda, oferecer estratégias para maximizar as deduções fiscais e minimizar a carga tributária. Além disso, quando se conta com um profissional especializado, dificilmente o médico sofrerá com problemas junto ao Fisco, ainda que seja o modelo mais complexo de IR.

Por tudo isso, e por outras razões, é essencial contar com o auxílio de um contador especializado na área médica no momento de preparar a sua declaração do imposto de renda. Além de ajudar a entender a evolução do patrimônio, evitará também dores de cabeça, como a temida “malha fina”.

Precisa de ajuda com o seu IR? Fale com um especialista Mitfokus clicando aqui

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Maioria dos médicos tem dificuldade com a declaração do IRPF

Maioria dos médicos tem dificuldade com a declaração do IRPF

Entre as principais dúvidas, no topo da lista estão as deduções, e não são poucos os profissionais da saúde que acabam pagando mais imposto do que deveriam para os cofres públicos

A declaração do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) sempre gera um frio na barriga dos contribuintes. E essa sensação, para os médicos, é ainda mais latente, afinal, existe o fator alta renda atrelado a múltiplas fontes de recebimentos.

E como são muitos os detalhes a se prestar atenção, se isso não for feito com cautela e com o auxílio de um profissional com expertise na área médica, a declaração pode ficar retida na malha fina, o que gerará atraso na restituição e ainda ocasionará problemas futuros.

De acordo com dados da Receita Federal, no ano passado, 1.032.279 pessoas tiveram seus documentos bloqueados. Ao todo, a Receita Federal recebeu 38,18 milhões de declarações, então o número de prestações de contas retidas representa 2,7% do total, e um acréscimo de 18% em relação ao exercício anterior (2021).

Ainda segundo o órgão, a razão preponderante da malha fina em 2022 foi a omissão de rendimentos. Essa lacuna considera todos os procedimentos que a pessoa não declara, ou até informa, mas não possui documento hábil e idôneo para a comprovação. A omissão de renda também ocorre por esquecimento, erro ou equívoco de digitação, ocultação de renda ou patrimônio e até mesmo dados cadastrais imprecisos.

Fato é que, se os profissionais da contabilidade e áreas correlatas têm dúvidas e dificuldades sobre a prestação de contas, imagine o impacto disso para os médicos, conforme explica a CEO da Mitfokus Soluções Financeiras, Júlia Lázaro: “A maioria dos médicos exerce a profissão de forma pejotizada, ou seja, atuam como empresa ou autônomo, então as regras do IRPF, para eles, são ainda mais complexas”.

Na consultoria, ela explica que não são poucos os profissionais da área que procuram seus serviços por estarem pagando tributos a mais para os cofres públicos. “E isso acontece porque eles desconhecem a legislação tributária. Não é um assunto tratado nas escolas médicas e, por outro lado, é um tema extremamente complexo, que gera dúvidas até para tributaristas. Com isso, geralmente, os médicos deixam de usufruir das despesas dedutíveis, que reduzem a base de cálculo do IR ou até mesmo do próprio imposto devido”, explica Júlia.

Deduções

Fazendo uma breve análise do que o médico tem direito para obter abatimento no valor do imposto, mas normalmente é desconsiderado, destaque para as despesas com instrução concernentes a matrículas e mensalidades até o teto de R$ 3.562,50. Mas engana-se quem pensa que todo gasto com educação gera abatimento no IRPF. Os cursos de extensão, por exemplo, não estão contemplados na legislação, mas sim os dispêndios com educação infantil, inclusive creche; bem como ensino fundamental ou médio e educação superior, incluindo pós-graduação, além de ensino técnico e tecnológico.

Outra coisa que gera desconto no IR é o provento de pensão alimentícia, pela quantia integral sentenciada ou acordada judicialmente.

Ademais, existe dedução nos montantes pagos à previdência social, com a cifra total de contribuição no ano; à previdência privada, como PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), em custo até o teto de 12% da renda tributável declarada para o ano.

Outro fator que permite com que os médicos obtenham ressarcimento de valores é quando eles incluem seus dependentes na declaração. Para fins fiscais, são considerados “dependentes” o cônjuge e o companheiro com o qual ele tenha filhos ou viva junto há mais de 5 anos. Também pode ser “dependente” o filho de até 21 anos ou até 24, quando este estiver cursando ensino médio, superior ou escola técnica. Neste último caso, o limite é R$ 2.275,08.

Ainda, podem gerar desconto no imposto pago aos cofres públicos as doações designadas a interesses sociais, médicos ou de direitos de crianças e idosos, para fundos municipais, estaduais e federais, o que abate até 6% do tributo.

Livro-caixa

Outra dúvida muito comum na consultoria da Mitfokus diz respeito ao livro-caixa. Na prática, Júlia Lázaro explica que o objetivo da ferramenta é, como o próprio nome indica, fichar todos os recebimentos e pagamentos no decorrer de um período, sempre em ordem temporal, ou seja, respeitando o dia, o mês e o ano. “Como o propósito desse instrumento é auxiliar na contabilidade médica e no gerenciamento econômico, a dificuldade do médico autônomo ocorre porque se a escrituração não estiver bem-feita, ele deixará de utilizar os gastos lançados para baixar a referência de cálculo do IR, que é o total de vencimentos menos a Contribuição Previdenciária e as outras deduções que o beneficiário tem direito”.

Na visão de Júlia, o livro-caixa é um recurso que, se bem usufruído, descomplica no momento da prestação de contas, uma vez que os médicos podem ter dificuldades para calcular todos os valores a serem pagos.

Nesse caso, podem ser aceitos, para abatimento na declaração do IRPF, até mesmo despesas como água e energia elétrica, ou materiais necessários ao trabalho, caso o profissional não possua uma unidade própria de atendimento aos seus pacientes. “Neste sentido, manter o livro-caixa organizado traz, como consequência, maior celeridade na entrega da declaração e no recebimento da restituição, e o melhor: a redução dos impostos pagos a cada mês no carnê-Leão”, pontua Júlia, salientando que para se conseguir esse resultado é necessário ter em mãos os documentos ou recibos comprobatórios, bem como os CPFs de todos os pacientes, independentemente do valor dos serviços; informe de rendimentos de investimentos e do pró-labore e retiradas do lucro de 2022, no caso de pessoa jurídica, com descontos de previdência e imposto retido, se houver, conforme o informe de rendimentos do CNPJ.

Outra dúvida muito comum dos médicos diz respeito às aplicações. Neste caso, a Receita requer os números do informe de rendimentos, como lucro obtido, total investido, imposto retido ou a pagar e até perdas. Isso também vale para aplicações financeiras como a poupança e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), isentas de imposto sobre o lucro, mas de declaração obrigatória. Por fim, as dívidas também devem ser declaradas, na ficha “Dívidas e ônus reais”, assim como os bens adquiridos, como veículos e imóveis, que devem constar no campo “Bens e direitos”.

Por fim, como acertar na prestação de contas com o Leão não é uma tarefa fácil, Júlia Lázaro recomenda que os médicos busquem por um serviço especializado e de confiança.

O prazo de entrega da declaração do IRPF segue até o dia 31 de maio de 2023.

Para saber mais, acesse: aqui.

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IRPF 2023: prazo para a entrega da declaração demanda atenção dos médicos

IRPF 2023: prazo para a entrega da declaração demanda atenção dos médicos

No ano passado, mais de 1 milhão de contribuintes caiu na malha fina por omissões de rendimentos e informações erradas

IRPF 2023: Declarar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), definitivamente, não é uma tarefa fácil. Tanto é que, no ano passado, de um total de 38,18 milhões de declarações entregues à Receita Federal, 1.032.279 caíram na malha fina.

O número representa 2,7% do total de documentos recebidos pelo fisco, e uma alta de 18% em relação ao ano-base anterior (2021).

O principal motivo desses documentos terem ido parar nas “garras do leão” foi a omissão de rendimentos, que se dá por algum erro ou equívoco, como um valor incorreto, erro em alguma dedução, omissão de rendimento ou informações cadastrais imprecisas, na maior parte das vezes.

Fato é que, se os funcionários assalariados das empresas têm dúvidas sobre como prestar contas, imagine o impacto disso para os médicos.

Tudo porque, devido ao fato de muitos exercerem a profissão como PJ (pessoa jurídica) ou autônomo, as regras são ainda mais complexas, a começar pelas deduções.

Então, o resultado é que muitos médicos, por desconhecerem a legislação e os benefícios fiscais, podem acabar pagando um valor a mais de impostos aos cofres públicos do que deveriam.

Por exemplo: são várias as despesas no Imposto de Renda Pessoa Física que podem ser utilizadas para pagar menos tributo aos cofres públicos, reduzindo a base de cálculo do IR (Imposto de Renda) ou até mesmo do próprio imposto devido.

Entre elas, destaque para as despesas com instrução concernentes a matrículas e mensalidades até o teto de R$ 3.562,50; a previdência social, com os valores integrais de contribuição; a previdência privada, como PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), em valor até o limite de 12% da renda tributável declarada para o ano; e o pagamento de pensão alimentícia, pelo valor integral sentenciado ou acordado judicialmente.

Há, ainda, como forma de reduzir a mordida do leão, no campo “Deduções”, a possibilidade de incluir os dependentes, cujo limite é R$ 2.275,08, bem como as doações destinadas a causas sociais, médicas e de direitos de crianças e idosos, para fundos municipais, estaduais e federais, abatendo até 6% do imposto a pagar apurado.

Contudo, as deduções não são as únicas dúvidas dos médicos. Uma das principais hesitações diz respeito ao livro-caixa, cuja função é registrar os pagamentos e recebimentos efetuados durante um período, em ordem cronológica (dia, mês e ano), auxiliando na contabilidade médica e nos controles de gestão financeira.

Então, os embaraços do médico autônomo, neste aspecto do livro-caixa em especial, dão-se porque ele pode escriturar o livro-caixa e utilizar seus gastos lançados, fundamentais à permanência das atividades, para abatimento da base de cálculo do IR, que é o total de vencimentos, subtraindo-se a Contribuição Previdenciária e as outras deduções que o beneficiário tem direito.

Trata-se de um recurso que, se bem utilizado, facilita na hora de preencher a declaração do IR, já que muitas pessoas enfrentam dificuldades para calcular todos os valores a serem pagos.

São aceitos, para o abatimento, despesas como água e energia elétrica, contudo, se o médico não mantiver unidade própria de atendimento, ainda poderá utilizar despesas como materiais necessários ao trabalho.

Por isso, uma boa organização do livro-caixa é sinônimo de mais rapidez na entrega da declaração e, paralelamente, aumento nas chances de reduzir os impostos pagos a cada mês no carnê-leão.

Mas, para que o médico consiga usufruir dessas deduções, é fundamental que ele possua documentos ou recibos comprobatórios.

Na tentativa de evitar dores de cabeça com a Receita, é essencial, ainda, que o profissional tenha em mãos todos os CPFs de pacientes, independentemente do valor dos recebimentos, útil até mesmo para o envio da Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed); informe de rendimentos de investimentos e do pró-labore e retiradas do lucro de 2022 (médico pessoa jurídica), com descontos de previdência e imposto retido, se houver, conforme o informe de rendimentos da própria empresa. Neste aspecto, se houve retiradas de lucro, mesmo isentas de IR, escrituradas na contabilidade do CNPJ, elas precisam ser preenchidas.

No que diz respeito às aplicações, a Receita Federal exigirá do médico na declaração de IRPF todos os números do informe de rendimentos, como lucro obtido, total investido, imposto retido ou a pagar e perdas. Isso também vale para aplicações financeiras como a poupança e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), isentas de imposto sobre o lucro, mas de declaração obrigatória.

E engana-se quem pensa que são só os lucros que precisam ser informados no IRPF. Se houver dívidas, empréstimos, créditos de todas as modalidades, leasing de veículos e consórcios, esses dados deverão constar na ficha “Dívidas e ônus reais”, assim como os bens adquiridos, como veículos e imóveis, que precisam ser declarados na ficha “Bens e direitos”.

Ressaltando: todos os documentos que comprovam dívidas, empréstimos ou compras têm que estar devidamente organizados para possível conferência do fisco. Declarar corretamente o imposto de renda, e de preferência logo nos primeiros dias, fará com que o médico consiga mais rápido o dinheiro da restituição, a qual depende de os rendimentos do ano anterior terem imposto retido, e os ganhos não terem atingido um valor que gere tributação.

Por fim, acertar na prestação de contas com o leão não é fácil. Como visto, são muitos os detalhes e qualquer deslize pode fazer o médico ter que pagar para os cofres públicos uma multa que pode chegar a 75% do imposto devido.

Portanto, um passo fundamental para que não ocorram erros ou equívocos na declaração é buscar por um serviço especializado e de confiança, como a MitFokus Contabilidade Médica, que é especialista em assuntos tributários para a área da saúde, e garante que os médicos pessoas físicas e jurídicas não tenham problemas nem com o IRPF propriamente dito nem com os demais impostos que recaem sobre seus serviços.

Entre em contato para saber mais clicando aqui

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Imposto de renda: o que o médico precisa fazer para declarar?

Imposto de renda: o que o médico precisa fazer para declarar?

Entenda o que é necessário para a declaração, a importância de fazê-la da maneira correta e não cair na malha fina

Imposto de renda. Todos os anos, os médicos precisam parar um pouco a rotina para reunir todos os rendimentos, investimentos, dívidas e bens obtidos ao longo do ano e prestar contas para o leão.

Mas de que maneira o profissional pode se preparar para enfrentar esse processo, que, para muitos, pode parecer complexo (e qualquer erro pode ser prejudicial às finanças)? 

É muito comum as pessoas se organizarem para a Declaração de Imposto de Renda somente quando o prazo para a entrega se inicia, no entanto Tallita explica que esse cuidado deve ter mais prioridade.

“Deixar a documentação em ordem e entregá-la ao seu contador com antecedência é o primeiro passo para uma declaração de sucesso. Assim, a chance de esquecer alguma informação é muito menor”, reforça Tallita Pereira, consultora Tributária Pessoa Física da Mitfokus Contabilidade Médica.

A dica mais prática e simples da consultora é criar uma pasta para guardar todos os documentos e comprovantes que devem ser apresentados no momento da declaração, tais como despesas com saúde, educação e previdência privada, por exemplo, os quais devem ser informados à Receita Federal.

Rendimentos

Caso tenha investimentos em renda variável (ações, fundos de investimentos e imobiliários, criptomoedas), é importante controlar mensalmente os resultados das operações, e, caso incida imposto em alguma operação, recolhê-lo dentro do prazo. “Não se esquecer de informar a posição em carteira dos seus investimentos e os rendimentos recebidos é outro passo para uma declaração de sucesso”, destaca Tallita.

Outra forma de se preparar é realizar um bom planejamento tributário durante o ano. Investir em um plano de previdência privada, como o PGBL, é uma ótima opção.

“O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) tem foco na aposentadoria. Ele traz rentabilidade para quem aplica e ainda ajuda a pagar menos imposto de renda, isso porque parte do valor aplicado neste investimento é considerado como dedutível no momento da declaração. É ideal que todo mês você invista até 12% do seu rendimento bruto. No entanto, nada o impede de fazer essa aplicação de uma vez, no fim do ano”, frisa a consultora.

Para os médicos que atuam de forma autônoma ou como cooperados da Unimed, existe ainda o livro-caixa, ferramenta de planejamento tributário que tem como objetivo trazer eficiência à gestão financeira, organizando as entradas e as saídas financeiras mensais.

Quem deve declarar o imposto de renda?

São obrigados a declarar o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) médicos que receberam rendimentos acima de R$ 28.559,70 (o que corresponde ao mesmo valor de 2021). Incluem-se os profissionais que tiveram valores isentos, não tributáveis ou tributados na fonte superiores a R$ 40 mil; ou conquistaram, até o último dia do ano passado, posse ou propriedade de bens e direitos de valor superior a R$ 300 mil.

Também é exigido dos profissionais que realizaram operações na bolsa de valores, de futuros, de mercadorias e semelhantes; ou obtiveram ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeitos ao imposto de renda.

Plantões médicos, teleconsultas, atendimento em iniciativas públicas e privadas e outros meios de proventos devem ser declarados. Já os profissionais que recebem bolsa por residência médica são isentos de IR, conforme a Lei nº 9.250, de 1995, porém precisam prestar contas do recebimento, incluindo-o na ficha de Rendimentos Isentos.

Dica

Antes de enviar a declaração, é essencial uma revisão de todos os dados preenchidos, para evitar problemas futuros e não correr o risco de cair na malha fina. Alguns dos erros mais comuns são valores digitados incorretamente e omissão de rendimentos. Caso perceba algum erro, é possível enviar uma declaração retificadora, para evitar maiores transtornos.

Deu para perceber que a declaração envolve muitas informações e detalhes, não é mesmo? Para evitar inconformidades capazes de gerar problemas com o fisco, clique aqui e fale conosco para elaborar o imposto de renda 2023 de maneira organizada e precisa e evitar cair em malha fina.

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